segunda-feira, 7 de outubro de 2013

ZZ Top - La Futura (2012)


Confesso que estou meio enferrujado para escrever e até mesmo para garimpar a internet atras de novas musicas... faz eras que não posto nada aqui e como por iniciativa do Gustavo resolvemos reativar esse blog resolvi postar um album de uma banda que também fazia muito tempo que não lançava nada.
La Futura é o decimo quinto álbum
do ZZ Top, depois de um hiato de 9 anos sem nenhum lançamento, este disco veio muito bom, com um retorno ao rock/blues que marcou os primeiros trabalhos do trio norte-americano.
Para esse trabalho eles chamaram o produtor Rick Rubin, que já produziu diversos estilos e lendas do Rock como Johnny Cash e agora também esta produzindo discos do Metallica, Slayer e Black Sabbath (esta agenda lotada foi um dos motivos do atraso do album).
Como já disse o album foca mais o estilo blues rock dos seus primeiros trabalhos mas com uma qualidade superior, também temos uma pitata de hard-rock (algumas musicas parecem ter sido compostas pelos irmãos Young). Enfim, um disco ótimo que qualquer fã de ZZ Top e rock'n'roll deve escutar
Por enquanto só vou postar o link via rapidshare mas assim que possivel coloco via torrent.

sábado, 31 de agosto de 2013

System of a Down - Toxicity (2001).


Como definir um clássico? No mundo literário-acadêmico, uma das definições, é de uma obra que continua gozando de prestígio e importância em gerações posteriores a ela. Quando saiu em 2001, Toxicity se tornaria o grande sucesso comercial do System of a Down, e isso se reflete no fato do álbum ter chegado a figurar no primeiro lugar da Billboard 200 em Setembro do mesmo ano. Uma década depois, o álbum continua sendo escutado seja por fãs da geração passada ou por uma moçada mais contemporânea. E mesmo com o sucesso do quase duplo álbum Mesmerize e Hypnotize, continua o grande expoente da banda.

Após o excelente homônimo de 1998, Toxicity mostrou ao mundo a que veio a banda, assim como catapultou sua fama em meio aos milhares de bandas do gênero Nu Metal, que era basicamente a moda que a indústria mais comercial tanto investia na época. A própria Rolling Stones na época comparou o estilo do vocalista Serge Tankian com o de Jonathan Davies do Korn, um dos grandes expoentes do gênero, assim como fez comparações com Maynard James do Tool, banda mais voltada para o rock progressivo e que lançava seu trabalho em momento próximo.

Entretanto, o grande diferencial do Soad (sigla usada pra se referir à banda) em relação aos demais artistas da época, se não em termos de estilo, é o grande teor de engajamento político, presente em boa parte de suas composições. Ademais, o fato dos membros serem de origem armênia despertou maior interesse por parte da mídia, afinal de contas não era sempre que se viam bandas com uma proposta e um background tão interessante.

Logo na primeira faixa, Prison Song, é possível notar a tarefa da banda de criticar a sociedade e as políticas públicas, começando pelo sistema penitenciário norte-americano e o grande número de detentos. Baixo e bateria, além de um riff contagiante, são os grandes destaques de uma música extremamente barulhenta e que deixa uma tremenda vontade de bater cabeça, não importa onde esteja.




Em seguida, vem Needles que continua a pegada pesada deixada pela faixa anterior, além da excelente participação vocal de Malakian se aproximando dos momentos finais da música. Deer Dance e Jet Pilot, apesar de curtas ajudam a manter o ritmo alucinante do álbum. X, a quinta faixa, prepara o caminho para a primeira grande jóia do álbum, a famosa Chop Suey!, se consolida através de uma letra marcante, a qual questiona a forma pejorativa como algumas pessoas são citadas e julgadas mesmo depois de morrerem, principalmente aquelas que tiveram problemas ou vícios.

Depois dessa sexta faixa, percebe-se uma segunda parte mais progressiva e experimental por parte da banda, com exceções de Bounce, Shimmy e Psycho que continuam o ritmo acelerado das primeiras faixas. Forest, outra jóia do álbum, mostra certa cadência que ainda sim, não consegue fazer o ouvinte parar com a vontade de bater cabeça!

Atwa e Science são também grandes destaques dessa segunda parte, a primeira com uma belíssima utilização de arpejos que se transformam em um poderoso refrão na voz de Tankian, enquanto que a segunda demonstra o diferenciado estilo do Soad com a participação do músico Avant Garde de origem armênia, Arto Tunçboyacıyan que traz uma sonoridade única.

Outro enorme destaque é Toxicity, cujo riff é realmente memorável e como um todo acaba sendo uma das mais incríveis composições da banda até os dias de hoje, além das letras que criticam o ambiente tóxico das grandes cidades e que fica implícito na utilização de uma quase desarmonia instrumental, refletida principalmente pelo baixo de Shavo, e que remete ao caos que se observa no cotidiano das grandes cidades.



Por fim, a cereja do bolo é definitivamente Aerials. Além de uma pegada progressiva e bem alternativa, a canção consegue envolver o ouvinte de forma única, unindo o peso das guitarras no refrão, com a sonoridade reflexiva da ponte que liga os versos e um final com a reprodução de uma canção tradicional religiosa armênia.



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Criolo- Nó na Orelha


Kleber Cavalcante Gomes, conhecido também como Criolo, nasceu em Sampa em 1975 nas quebradas do Grajaú. O cara tem uma história de vida bem daora, mano. (foi mal me empolguei no dialeto suburbano paulistano). O cara fez até USP (como se contasse muita coisa. Essa é uma crítica para as pessoas que acham que a Universidade é quem traz conhecimento), porém o que ele canta não está nos livros. Uma curiosidade é que ele cursou o ensino superior em conjunto com sua mãe que após se formar abriu um café literário no Grajaú.

Criolo Doido como era antes conhecido lançou o seu primeiro álbum em 2006, chamado "Ainda há tempo" que tem uma pegada bem mais rap/hip hop mesmo. (ô loko, a cara vai postar rap em um blog de rock) Possuindo um estilo bruto e raivoso. Porém decidi postar o segundo álbum que é o "Nó na Orelha" que é de 2011 que tem outra vibe.

Esse hiato de 5 anos para lançar outro álbum se deu devido ao fato de o Criolo ter meio que desistido da música, porém ele precisava tirar esse nó na orelha (por isso o nome do álbum) e voltar a cantar.

Quando disse que esse trabalho tem uma pegada diferente, não estou zuando. A primeira música, "Bogotá", começa com barulhos bem tilelês (jogue no google) que remetem um pouco à música "Tropicália", além de ser um sample-homenagem ao Fela Kuti. Pode-se perceber a presença de banda mesmo; não apenas de samples e batidas.

A segunda música "subirusdoistiozin" já tem uma pegada mais rap que relata um pouco da dia a dia da quebrada e a ideia de subir a favela que muita gente não tem coragem.A terceira música "Não Existe Amor em SP" meio que virou o carro chefe desse álbum que relata como São Paulo pode ser fria (não no sentido de temperatura) e como as pessoas se importam em ter ao invés de viver, como se pode ver no trecho a seguir: "Os bares estão cheios de almas tão vazias, a ganância vibra, a vaidade excita". Sem contar que o clima que a música traz é de tristeza, um clima de bolero e um pouco de brega.

"Mariô" e "Freguês da Meia-Noite" são músicas encantadoras. A primeira inicia-se com uma homenagem a grandes artistas do Rap (como Sabotagem) e também a Chico Buarque, o grande expoente da MPB. Por falar em Chico Buarque, Criolo passou a ser mais conhecido fora da periferia por causa de uma releitura que ele fez da música "Cálice" de Chico (que inclusive tocou em um dos seus shows para mostrar que havia gostado da versão)


"Freguês da Meia-Noite" ganhou uma versão especial do Ney Matogrosso que ficou belíssima


A sexta música do álbum, "Grajauex" é na minha opinião é uma das melhores desse trabalho. É a que tem mais pegada de rap com batida e samplers sem contar que Criolo conta o dia a dia do Grajaú de uma maneira inusitada ao rimar tudo com "ex". A música seguinte "Samba Sambei" é um reggae bem calmo e sereno.

"Sucrilhos", a oitava música, é uma grande crítica social para as pessoas do asfalto que acham que conhecem a realidade do morro. Isso fica nítido logo no começo da música: "Calçada pra favela, avenida pra carro, céu para avião e pro morro descaso" mas nem chegam perto para saber de qual é. Essa é mais uma música que ele cita personalidades para dar um tom para música e exemplificar a sua mensagem como Cartola, Usain Bolt, Muhammad Ali. Além das figuras do rap como Rapin Hood e Facção Central o que mostra o quão dialógico Criolo é com todas as classes socias.A penúltima música do álbum "Lion Man" é outra com uma pegada de rap experimental e independente que o Criolo tanto defende, além de retratar a questão da drogas e o descaso de mortes que acontecem na quebrada.

A última música, "Linha de Frente" mostra uma analogia interessante de como seria se a turma da Mônica, do Maurício de Sousa, fosse do morro. Além de ser um samba muito bem cadenciado e bem estruturado. Além de escutar ao álbum, recomendo ir ao show dele que é sensacional. Quem quiser conhecer mais sobre criolo não-mais-tão Doido segue um texto interessante

Temos uma novidade! Você pode continuar baixando do jeito tradicional que vinha baixando ou pode baixar por torrent.

Download do álbum (torrent)
Download do álbum (rapidshare)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Volta do blog

Rolam boatos por aí que esse blog vai voltar! Isso é fantástico! Como eu e o Bruno tentamos voltar inúmeras vezes e as nossas rotinas sempre fazem com que a gente meio que abandone isso aqui.

Sabemos que blogs de música andam em decadência e que o torrent veio para facilitar a vida de todo mundo...

Porém, nós sempre queremos dar algo a mais para quem gostava desse lugar que é falar um pouco mais sobre música e debater sobre impressões e história sobre as bandas, além de procurar bootlegs e coisas interessantes para postar por aqui. Para que não ocorra o que nos aconteceu no passado, decidimos expandir a equipe stereo'n'roll de modo a nos facilitar em volume de postagens e diversificar no conteúdo também.

Sem mais delongas vamos aos nossos novos ilustríssimos parceiros. Segue uma breve autobiografia do Lucas Bacas e do Vitor Borges respectivamente para que vocês possam um pouco do estilo deles e o que pode vir por aí.

Nascido em Brasília e influenciado pela chamada “capital do rock”, Lucas é entre outras coisas, historiador, entusiasta da música e principalmente fã de rock n roll, metal e recentemente outros estilos. Apesar da pouca influência vinda de casa, descobriu 15 anos atrás o rock, através de alguns amigos que tinham mais convivência com o mesmo. Aceitou o projeto de contribuir com o Stereo’n’roll, pela vontade de ajudar mais pessoas a conhecer o mundo do rock pesado/moderno, além de algumas análises de estilos mais alternativos.

Em 1994 nasci. De Brásilia e ainda estou aqui. Meu pai sempre ouvia o bom rock, principalmente Led Zeppelin e Jethro Tull, comigo do lado e sempre gostei. Logo ganhei um violão de um tio e me apaixonei pelo blues e o clássico rock'n'roll antecessores. Na escola surgiu também a paixão pela gastronomia (graças a cozinha do meu pai também) e pela música comtemporâneo que não tocava no rádio. Hoje faço faculdade de administração e trabalho de cozinheiro em um bar aqui na asa sul.

Que se iniciem as postagens!!!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Adele - 21


Ei ei ei, não pretendemos mudar o estilo do blog pois o bom e velho rock'n'roll sempre será o alvo principal do blog mas, agora, estou seguindo o blog do Gustavo e estou colocando mais um álbum"pop".
Eu resolvi colocar o segundo álbum da cantora britânica Adele que na ultima edição do Grammy faturou todos os premios que estava concorrendo, inclusive melhor musica e álbum. Eu sofri um pouco para conseguir esse álbum na net e ainda não consegui achar o primeiro disco dela "19" na integra (e estou com preguiça de baixar as musicas independentes).
Esse álbum leva o nome 21 por ser a idade da cantora durante o lançamento seguindo a ideia do seu primeiro disco, segundo a própria cantora ela estava na duvida de manter o estilo do nome por ser muito obvio mas acabou ficando esse mesmo pois afinal a ideia é boa. Esse disco tem algumas influencias diferentes do '19' como o country americano, mas em si o disco tem de tudo um pouco, e é claro a ótima voz da cantora britânica que na minha opinião (e de muitos outros), é espetacular; enfim é um ótimo disco e não recebeu esse monte de prêmios a toa.
Só por curiosidade, Adele foi a primeira artista, ainda viva, depois dos Beatles em 64 a ter a musica e o album numero 1 da Inglaterra.
Como disse o Gustavo no post anterior é difícil escrever um texto sem nenhuma referencia externo estou pegando uma pequena citação da wikipedia descrevendo cada musica:

"A primeira faixa do álbum, "Rolling in the Deep" foi co-escrita por Adele e Paul Epworth. A segunda faixa "Rumour Has It" é produzida pelo membro do OneRepublic, Ryan Tedder, e apresenta tambores. "Turning Tables", a terceira faixa do álbum foi produzido por Jim Abbiss descrita como uma balada ao piano, é co-escrito por Tedder. A quarta faixa "Don't You Remember", foi co-escrita por Dan Wilson e produzido por Rick Rubin e é descrito como uma balada com um estilo country. Para a quinta faixa, Adele trabalhou com o produtor Fraser T. Smith na pista "Set Fire to the Rain" e possui fortes influências pop. A sexta faixa "He Won't Go" lirismo características do estilo soulful com temas de R&B. A sétima faixa "Take It All" apresenta temas de música gospel e é acompanhada por um coro e piano. "I'll Be Waiting" é a oitava faixa e liricamente fala de reacender um amor perdido. A nona faixa "One and Only" tem temas de alma que caracteriza um desempenho poderoso vocal. "Lovesong", a décima faixa, é um cover de uma música do The Cure, que é seguida pela faixa final "Someone Like You". A faixa é uma balada de piano que fala nas letras de chegar a termos com um relacionamento fracassado."

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Lady GaGa- The Remix



Sim, é isso mesmo o que vocês estão vendo. É um post sobre a Lady GaGa. Ficamos novamente com um breve hiato de postagem, mas acreditem que tivemos nossos contratempos.

Antes de começar esse post, vou falar um pouco sobre o que anda acontecendo sobre esse projeto de lei autoral dos EUA que não passou no congresso chamado SOPA e como ele interfere mundialmente. De acordo com essa lei, eu e meu primo somos criminosos por disponibilizar links para downloads, pois as gravadoras deixam de lucrar rios de dinheiro com a pirataria, as bandas perdem dinheiro também? Sim, mas é irrisório perto do que as grandes gravadoras cobram para produzir e disponibilizar os álbuns. Ao divulgar um álbum na internet, estou prejudicando o/a artista? Na minha concepção, de maneira nenhuma! Estou mostrando para o público que atendo ou não o que me interessa e o que eu acho interessante de mostrar; logo estou divulgando o trabalho de algumas pessoas.

A questão da internet e a propriedade intelectual é algo complexo, principalmente por causa de textos, tirinhas e afins. Quantas pessoas já não viram seu trabalho plageado ou algo do gênero. Sou favorável ao Creative Commons, donde se compartilha a fonte de inspiração ou link do texto na íntegra. São poucas as pessoas que escrevem alguma coisa sem referência nenhuma. Não vejo a propriedade intelectual como algo ligado a algum direito de uso, mas sim como memória dessa pessoa. Do que ela pensa, como vivia e afins...

Isso remete a outra coisa, a questão do anonymous. Para quem não sabe, é um grupo de hackers que entram e derrubam sítios eletrônicos de grandes empresas, instituições. Acho interessante a atuação deles, mas acho muito pouco o que fazem. Invadir o sítio da Sony e disponibilizar a discografia do Pink Floyd gratuitamente é muito interessante, mas acho pequeno perto da questão global em que vivemos. Acredito que as mudanças não viram apenas da internet, mas sim das ruas. Caso anonymous mude o sistema, ele será bom? Pode ser que sim ou que não. Mas acho que esse movimento em conjunto com as occupys que estão acontecendo pelo mundo são importantes, mas pecam em não conseguir trazer as classes mais baixas. Não estou desvalorizando a ação da classe média, toda a ajuda para a mudança desse mundo caótica é muito mais do que bem-vinda.

Voltando a questão da música Pop.

Por que Lady GaGa? O Pop vem dando uma guinada diferente nos últimos anos e tem abordado características e pessoas da sociedade há muito tempo marginalizadas. Claro que o pop é o pop e tem toda a sua veia comercial, ou seja músicas com pegadas eletrônicas, refrões chicletes, letras não muito grandes e complexas. Isso me faz refletir, a música pop tem intenção de atingir qualquer pessoa, seja ela pós-graduada ou a simples secretária do lar. Não estou dizendo que pessoas com baixo nível "intelectual" (coloco entre aspas, pois a intelectualidade é um conceito criado por nós intelectuais. Quem diz que o conhecimento de um pedreiro é inferior ao nosso? Quem diz que estar no Ensino Superior é realmente um sinal de superioridade?) não sejam capazes de apreciar um Mozart ou Chopin, pois se a indústria cultural e fonográfica tivesse interesse, esses artistas poderiam ser conhecidos popularmente. Claro que gosto musical existe, mas até que ponto ele pode ser influenciável?

Voltando a nova guinada do Pop, estamos vendo principalmente nas cantoras pop uma guinada e fuga do padrão de cantar e sobre o que cantar. Está acontecendo um constante empoderamento das mulheres na música pop, donde por ano surgem mais de três grandes talentos pop femininos. As mulheres estão indo de frente com a sociedade e estão querendo cada vez mais o espaço que lhes é de direito; como o caso da Bayoncé com um altamente feminista mesmo com os padrões comerciais embutidos nele. No clipe abaixo.



Outra grande guinada é sobre a sexualidade feminina que passou a entrar na temática musical, onde as mulheres passam a cantar sobre suas experiências não só amorosas, como sexuais e também com outras mulheres. Aquele mito que a mulher tem que esperar o cara certo, que a mulher que fica com várias pessoas é uma vagabunda não está caindo, mas pode estar começando a ser desconstruído. Quem demonstra um pouco isso é a Katy Perry com a música "I Kissed a Girl", veja o clipe e a música abaixo.



Na música ela fala assim "Eu nem mesmo sei seu nome, mas isso não importa, você faz parte do meu jogo experimental, apenas natureza humana" (tradução livre minha). Que aborda claramente a libertação e experimentação das mulheres e depois continua "Isso não é o que garotas boas fazem, como não devemos nos comportar" e depois fala que a Sociedade recrimina as mulheres que atuam assim. Outra parte diz: "Pareceu tão errado, pareceu tão certo, isso não significa que estou apaixonada essa noite". Vale lembrar que essa música retrata uma mulher ficando com outra.

Além das mulheres, nerds/geeks também estão ganhando espaço na cena mainstream cultura; vale lembrar que existem mulheres nerds/geeks por aí também. E cada vez menos, o estereótipo do nerd se assemelha com aquela imagem padrão de nerd. Pessoas com óculos fundo de garrafa, suéter, calça bege ou saia longa, cabelos desgrenhados e afins. Existem geeks de todos os tamanhos, idades, raças, credos e com isso o mercado fonográfico soube atingir e representar esse grupo, principalmente com os grupos LMFAO e 3OH!3.



"Sexy e eu sei disso" que é o nome dessa canção, tenta quebrar com o padrão estético estabelecido pela sociedade em que vivemos dos homens sarados. porém, o clipe aborda apenas a questão do padrão estético masculino e não aborda a questão feminina; talvez o fato de não ter uma mulher no grupo contribua para isso.

Enfim, indo para o post em si, mesmo sabendo que tudo que veio antes faz parte do post. Por que não postei um álbum original da Lady GaGa? Por que quis inserir na prática o debate da propriedade intelectual e apropriação de algo cultural. Pois é inegável que as músicas são da Lady GaGa, porém com outra roupagem e por isso acaba se tornando outra música. Escolhi esse álbum também, pois além de conter as músicas da GaGa possuem um estilo bem mais balada.

Quem é Lady GaGa?

Stefani Joanne Angelina Germanotta, sim esse é nome da Lady GaGa que nasceu na Cidade de Nova Iorque em 86. Seu primeiro álbum foi o Fame em 2008 com os sucessos "Poker Face" e "Just Dance". No ano seguinte, ela lanço The Fame Monster com os sucessos "Alejandro"; "Telephone" e "Bad Romance". Em 2011, ela lançou o álbum "Born This Way" que possui a música homônina. Com esses álbuns, ela criou a uma turnê chamada "The Fame Ball Tour" que mostra a história de uma artista e o monstro da fama. A turnê que acompanhou o Born This Way é a "Monster Ball Tour", onde a fama não é o único inimigo.

Lady GaGa não é conhecida apenas por sua música, mas também pelas suas roupas; assim como a roupa de carne que usou numa entrega de prêmio. Suas roupas são desenhas e cradas por ela e sua equipe. E retratam muitas coisas, de sua vida; anseios, pensamentos e afins.

Falar de GaGa e não citar a comunidade que a idolatra, que é a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais, Transgêneros e Travesti; sempre confundo a ordem dos Ts, peço perdão caso esteja errado) não é fazer jus a atuação política que ela tem perante essa grande parcela da sociedade que está cada vez mais mostrando sua cara e buscando seus direitos, pois cenvenhamos que "Direitos humanos, para humanos direitos" já nasceu fadada ao fracasso ao marginalizar grande parte da população mundial. E uma música que pode ser encarada como um hino da comunidade LGBT é "Born This Way". Não sinto necessidade de comentar acerca desse texto, pois uma grande amiga minha já publicou um excelente texto sobre essa música. Leia-o na íntegra: "Born This way: Por que não falar de pop?"

Um post sobre Lady GaGa requer muitas coisas para serem ditas, se eu for postar mais alguma coisa dela no futuro comento mais coisas. Não preciso exaurir a temática.

O álbum de remix possui pessoas conhecidas do público em geral, como: Pet Shop Boys e Marilyn Manson e foi lançado em 2010 contendo 17 músicas. Alguns dos remixs foram utilizados por GaGa durante suas turnês.

Download do álbum peplo Rapidshare

sábado, 21 de janeiro de 2012

Engenheiros do Hawaii - Ouça o que eu digo: mão ouça ninguem


Eu queria ter postado esse album antes mas fiquei um periodo sem net aqui em casa e somente agora retornou.
Ganhei esse disco no natal e foi bem interessante escuta-lo. Engenheiros é minha banda nacional favorita e apesar já conhecer todas as musicas do disco, não conhecia esse e algumas musicas estão bem diferentes das versões que eu conhecia.
Bom, para começar o disco foi lançado em 1988 e é o terceiro da banda; ele pode ser considerado uma continuação do album anterior "Revolta de Dandis" pois segue o mesmo estilo. Os grandes sucessos do album foram , além da musica titulo, "Cidade em chamas", "a verdade a ver navios" e uma das minhas favoritas, "somos quem podemos ser".
Uma das primeiras coisas que reparei ao pegar o disco foi relembrar que os Engenheiros já foram um power trio, coisa que devido as formações dos últimos albuns que são bem mais complexas; temos Humberto Gessinger na voz, baixo e guitarra, Augusto Licks na guitarra, violão e piano e Carlos Maltz na bateria; essa formação "power trio" fica em evidente em algumas musicas, como em "sob o tapete" onde temos o baixo marcante como em outras bandas do genero. O disco é muito bom, com doses de pop mas principalmente voltado ao rock progressivo e é claro, com as ótimas letras da banda. Ainda podemos citar algumas referencias ao Pink Floyd, mais precisamente a Roger Waters, na musica "tribos e tribunais".
A turne deste album continuou com o sucesso da turne anterior lotando shows em diversos lugares do brasil e do exterior... sim, bizarramente, a banda fez vários shows em países da extinta União sovietica e até ganharam um bom dinheiro com isso e que infelizmente não valia nada fora de lá...
Para quem gosta de engenheiros ou para quem só conhece a sua fase "acústica" o disco é uma ótima pedida.
Como todos já sabem, ontem o megaupload saiu do ar e levando com ele milhares de arquivos entre eles diversos do nosso blog, eu e o Gustavo vamos continuar a usar o rapidshare e mais algum serviço até encontrarmos algum que nos agrade para recolocarmos os arquivos perdidos online de novo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pink Floyd- The Wall



Já é de se notar, que o Brasil entrou de vez para a rota das grandes bandas internacionais. Sem contar, dos grandes festivais como o Rock in Rio. Isso mostra que países em desenvolvimento e do terceiro mundo com economias mais estáveis passam a ter uma possibilidade maior de acumulação de capital e passam a ter uma maior inserção em outros países. Isso é nítido principalmente agora com as crises dos grandes centros de desenvolvimento do mundo. O enfoque passa a ser cada vez mais e mais nos países do Terceiro Mundo. Isso se pode perceber na música também. Faço esse comentário inicial, pois todas e todos devem saber que no começo de 2012, mais especificamente no final de Março, terá em três locais do Brasil a turnê do The Wall do Roger Waters em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Por isso, decidi postá-lo...

Primeiro algumas curiosidades sobre esse álbum/show/filme. Waters no filme do The Wall conta nos extras de como surgiu a ideia do álbum e do show. Waters conta que estava tocando com o Pink Floyd num local e tinha uma pessoa na plateia que estava muito aborrecida e isso o desconcertou. Daí, o mesmo desceu do palco e deu tapa na cara dele. Daí, ele teve um estalo repentino de fazer um show com uma parede entre ele e o público para que não houvesse essa relação. Até que ponto essa história é verdadeira não posso confirmar, mas se levando em conta de como o Waters é arrogante, pedante e ególatra; isso é bem possível.

Outra curiosidade, é de que ofereceram mais de 3 milhões de dólares na década de 80 para que o Pink Floyd tocasse em um estádio em Los Angeles o show do The Wall, porém Waters teria recusado por que a acústica de estádios são ruins e isso poderia atrapalhar a sua obra. Tudo bem, o artista tem que privilegiar a sua obra ao máximo, mas por que agora, o álbum está em turnê em estádios? Ou por que voltar com o The Wall agora? Basta clicar no link anterior para ver o motivo escrito pelo próprio Waters em inglês. Mas vou fazer uma tradução livre de minha parte do que ele disse em seu sítio eletrônico.

"Eu, recentemente, me deparei com uma citação minha de 22 anos atrás: 'O que eu vejo é isso: Servirá a tecnologia de comunicação de nossa cultura para nos iluminar e nos ajudara compreender um e outro melhor; ou nos distanciará e nos enganará?'

Eu acredito que essa é uma questão relevante e o júri está fora. Tem muito comercial na internet e muita propaganda, mas eu tenho um senso que apenas abaixo da superfície do compreensível está ganhando chão. Nós apenas temos que continuar blogando, twittando, comunicando, compartilhando ideias.

30 anos atrás quando escrevi o The Wall eu era um jovem assustado, não tão jovem assim, pois tinha 36 anos.

Me levou muitos anos para superar os meus medos. De qualquer maneira, durante esses anos ocorreu-me de que talvez a história do meu medo e perda com sua concomitante e inevitável resíduo de ridículo, vergonha e punição; fornece uma alegoria para mais amplas preocupações, Nacionalismos, Racismo, Sexismo, Religião. Ou seja. Todas essas questões, e ismos são dirigidos pelo mesmo medo que conduziu a minha vida.

Essa nova produção do The Wall é uma tentativa de fazer algumas comparações, iluminar alguns predicamentos atuais e é dedicado a todas as perdas inocentes ao longo dos anos.

Em alguns lugares, salas de aula, existe uma visão cínica de que os seres humanos não são capazes de ser mais humanos, generosas, amorosas, mais cooperativas, mais simpático com relacionamentos com outras pessoas.

Eu discordo.

Na minha visão, é muito cedo em nossa história para chegar a essa conclusão, nós somos depois de tudo uma espécie muito nova. Eu acredito que temos, ao menos, a chance de aspirar para algo muito melhor do que o ritual de cobra-come-cobra. Essa é a nossa resposta atual para o nosso institucionalizado medo de cada um.Eu sinto que é a minha responsabilidade enquanto artista de expressar, embora guardado, meu otimismo e encorajar pessoas a fazer o mesmo. Citando um grande homem: 'Você pode dizer que sou um sonhador, mas eu não sou o único'(John Lennon- Imagine)"

Com esse relato pessoal de Waters, podemos ver que o motivo da volta em turnê desse grande álbum não é apenas mercadológico, mas também para manter viva a chama de mudança que o mundo vem passando, seja através da Primavera Árabe a Ocuppy WallStreet.

Entrando na questão do álbum, foi gravado em 1979. É um álbum duplo que conta a história de Pink Floyd (sim, o nome da personagem é o nome da banda) que é um artista frustado que perdeu o pai na guerra, teve uma mãe super zelosa até demais eu diria, teve um professor deveras opressor, sua mulher o traiu e o deixou. Após isso tudo, ele cria um muro entre ele e o mundo e passa a ser um ditador tirânico que persegue judeus, negros, homossexuais.

É impressionante, como Waters consegue ligar fatos da vida dele ou da do Syd Barret (pois não se sabe ao certo sobre quem mais tem a ver a história), pois o pai dele morreu na guerra e outras histórias por qual Pink passou com os fatos atuais, como o Nazismo e o muro de Berlim e bipolaridade mundial entre Capitalismo e Socialismo. mesmo sendo um álbum de música dá para ver a complexidade da personagem crescendo nas músicas, mas confesso que assistir ao DvD do show em Berlin em 90 e ao filme ajuda muito mais a compreender a estética das músicas, pois poucas e poucos foram acostumados a interpretar a música pela música e precisam de outros veículos sensoriais para facilitar o entendimento.

Algumas outras curiosidades do álbum: as crianças que fazem o coro na música Another Brick in the Wall part 2 não receberam dinheiro, cada uma recebeu uma cópia do álbum assim que foi lançado. Rick Whright (falecido recentemente) que era o tecladista da banda na época havia se desentendido com a banda e havia saído; porém ele foi contratado para a turnê do show e foi o membro da banda que mais lucrou com a turnê, pois o show é deveras caro e naquela época a estrutura era pouca e ruim e ainda mais cara.

Sinto que devo uma explicação do por que não postei esse álbum tão especial dessa banda. Apesar de ser totalmente favorável a ideia de se baixar música e democratizar ao máximo o acesso à cultura, eu gosto de comprar CDs; gosto de pegar os encartes e ficar lendo e admirando a arte gráfica e afins. E todos os álbuns que baixei da internet continham alguns erros. por isso, esperei até conseguir comprar o álbum o que aconteceu na minha ida ao Uruguai, donde os CDs são mais baratos devido aos baixos impostos e comprei esse álbum por equivalente a 30 reais o que custa uns 80 aqui no Brasil. Só agora, que tive tempo de postar esse álbum.

Enfim, tem muita coisa que pode ser dita sobre esse álbum, mas acho melhor dar lugar ao próprio e deixar que vocês possam escutá-lo inteiro e na íntegra.

Download do Rapidshare
Download do Megaupload

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Seu Jorge- América Brasil ao Vivo




É com grande alegria que volto a postar nesse blog!!! Fazia mais de um ano que não postava algo...
Depois do show do Eric Clapton, o Bruno e eu decidimos voltar a atualizar esse blog com uma frequência que seria de acordo com o nosso ritmo e o andar dos semestres... heheheh
Enfim, "Eu voltei, agora para ficar"... Ia voltar, com um outro post, mas por motivos de força maior tive que escolher outro post para essa volta. Então, escolhi Seu Jorge, pois é um cantor que muito adimiro pela sua voz, interpretação e emoção que traz aos seus shows. Sem contar, que a escolhi está envolvida com inúmeros fatores pessoais também, pois- recentemente- fui ao show dele em Brasília com pessoas que muito gosto e foi um momento sensacional e outro grande motivo da escolha desse álbum, é questão do Brasil pertecente à América não só como um todo. Mas principalmente, a América Latina. Quando fui ao Uruguai esse ano, tive a oportunidade de conhecer muitas culturas diferentes e percebi o quão distantes somos, pois pouco da cultura da América Latina chega ao Brasil, mas as pessoas sempre conheciam o nosso hit. Seja uma música sertaneja atual desde os clássicos, como: Caetano, Tribalhistas e afins...
Justificativas a parte, esse álbum é a gravação do show da turnê do álbum América Brasil que aconteceu no Rio de Janeiro em 2009. contém os maiores sucessos da grande carreira do Seu Jorge, como: São Gonça, Carolina, Tive Razão; entre outras. Além de contar com os sucessos instantâneos do álbum recém lançado, como: Mina do Condomínio, Burguesinha, entre outras.
Esse show possui um palco bem excêntrico, pois entra bem no clima do disco da turnê. Seu Jorge canta de terno no meio de uma floresta montada para o show. Sem contar que o resto da banda está com diferentes indumentárias, tem gente vestida de índio, padre, chef de cozinha, carteiro.
Além disso, esse show teve a estreia da inédita canção Pessoal Particular. No álbum, a versão que ele contém é a versão de estúdio mesmo. O DvD do show possui a versão ao vivo e contém uma música a mais. Para que vocês possam ver a versão ao vivo e o palco, segue o vídeo da apresentação dessa música no DvD



Download do álbum pelo Megaupload
Download do álbum pelo Rapidshare

sábado, 15 de outubro de 2011

Setlist show Eric Clapton SP 12/10/11


Estou procurando algum botleg do do show mas tá dificil, se conseguir eu post aqui. No momento só consigo a setlist do show...

De volta a vida - Eric Clapton Unplugged


Nossa, quanto tempo que não entrava aqui...
Terminou na ultima quarta feira a turnê de Eric Clapton no Brasil e tive a oportunidade de assistir esse show incrível, dinheiro muito bem gasto por sinal e graças e ele que estou voltando aqui para um novo post. Eu assisti o show com o Gustavo e resolvemos voltar a usar o blog, claro que não com a regularidade de sempre mas tentaremos pelo menos umas 2 postagens por mês, sei que é pouco mas sempre que possível traremos mais material para o blog.
É claro que depois de assistir um show desses eu teria que trazer algum álbum do Eric Clapton aqui e estou repostando o Unplugged, o meu álbum favorito dele. O mesmo foi lançado em 1992 e foi o responsável pela grande volta de Clapton, que estava em uma fase ruim. Contendo vários de seus clássicos e outras grandes canções o álbum levou 6 prêmios grammy para casa e uma vendagem estonteante. Esse é um daqueles álbuns que eu não canso de ouvir.

Download do Album:

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Kansas - Best Of Kansas


Depois de quase um mês de abandono estou trazendo um album novo para o blog. Eu não curto muito trazer "best of" pois não da para comentar muito sobre o album nem a historia da banda, mas resolvi fazer isso pois me indicaram escutar essa banda americana que possui um som que lembra muito o "Boston" (minha ultima postagem) em várias musicas.
Assim como não conheço muito sobre a banda baixei esse best of e os primeiros albuns da banda (que ainda não escutei). Gostei muito do trabalho deles, assim como o Boston suas musicas são muito bem trabalhadas, com várias mudanças de estilos e influencias, mas basicamente podemos classificar como rock progressivo e hard rock.
A banda surgiu em 1971 e ganhou o nome devido a todos seus primeiros integrantes serem de Topeka - Kansas; com o tempo a banda foi tendo mudanças de músicos e estilos (até Steve Morse já tocou guitarra aqui) mas o grande sucesso foi na década de 70 e começo de 80. A banda exite até hoje mas não lança material inédito desde 2000.
Foram muitos sucessos durante a carreira, praticamente todos presentes nessa coletânea a começar pela excelente (e na minha opinião, a melhor do disco) "Carry on Wayward Son" seguida pela calma e espetacular "Dust in the Wind" provavelmente a mais famosa da banda. O disco segue com ótimas musicas até o final. Pretendo escutar os álbuns originais e traze-los ao blog assim que possivel.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Boston - Boston


Épico.
É assim que descrevo o álbum Boston, primeiro a ser lançado em 1976 pela banda Boston da cidade de Boston... Quando escutei esse disco pela primeira vez pensei na hora "preciso colocar no blog". Como já disse antes esse disco é épico, com uma seqüência fenomenal de musicas excelentes "more than a feeling", "Peace of mind", "Foreplay/long time", "rock'n'roll band", assim 4 das 8 musicas do album se tornaram clássicos imediatos.
A banda que mistura hard rock, progressivo, clássico e um pouco de metal trouxe um som único e inovador para a época, assim seu primeiro album teve mais de 17 milhões de copias vendidas, o segundo album de estreia mais vendido da historia (só perdeu para o do Guns n roses). Na minha opinião a musica Foreplay (que por acaso foi a primeira composição de Tom Scholz) é o ápice do disco, uma daquelas musicas que você tem que escutar alto, ela começa com um solo de teclado e guitarra totalmente progressivo e depois entra na musica totalmente dita, que apesar de uma grande mudança do estilo inicial ainda mantém toda a energia seja nas guitarras, teclados ou vocais.
Essa combinações de estilos é a grande marca registrada da banda, que possui duas guitarras, ora acusticas ora elétricas, sempre trabalhando juntas e ainda o teclado que deixa o som ainda melhor. Outra caracteristica são os vocais de Brad Delp, que logo chamaram a atenção do publico.
Quando começei a escrever sobre a banda foi procurar a sua historia e me deparei com um historia complicada mas daquelas que chama a atenção.
A banda começou com Tom Scholz, que começou a compor em 1969 quando estudava para prestar MIT. Scholz conheceu outros membros da banda quando se graduava em ENGENHARIA MECANICA pelo MIT (uou, nunca imaginei um engenheiro musico que além de ser o lider e compositor principal da banda, tocava guitarra, baixo, orgão e clarinete...). Após o termino da faculdade Scholz trabalhou na Polaroid e com o dinheiro que ganhava montou um estudio no porão de sua casa. Junto com Brad Delp, Barry Goudreau (guitarra), Jim Masdea (bateria) começou a gravação dos demos que logo atraíram a gravadora Epic, porem a mesma não aceitou as gravações no estúdio caseiro de Scholz (apesar do material ser fantástico tento pela qualidade do estúdio como pelo perfeicionismo de Tom); assim a banda foi até a cidade da gravadora aonde Delp foi realmente regravou os vocais e a banda "enrolou" nos estudios pois o verdadeiro material estava sendo gravado em multi-faixa no porão de Scholz. Assim, com a entrada de um novo baterista (Masdea tocou em Rock'n'roll band) todo o material foi editado e lançado. Esses problemas com a gravadora e principalmente com o produtor do disco, assim como manias de Scholz fez a banda trocar de gravadoras e membros diversas vezes.
O Boston lançou mais um álbum em 78 e depois ouve grandes espaços de tempo, mais um 86, 94 e 2002. Nesse período além de projetos solos dos integrantes, Scholz desenvolveu diversas tecnologias para auxiliar o som da banda que sempre foi considerado inovador e difícil pois sempre abusa das duas guitarras e teclados sempre gravados em multi-faixa o que exige muito trabalho posterior de mixagem. O maior produto desenvolvido é o Rockman que atualmente é utilizado por muitos guitarristas inclusive é um dos responsáveis pelo grande álbum Eliminator do ZZ Top.
Enfim, grande álbum que todo mundo deve escutar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Jefferson Airplane - Surrealistic Pillow


Foi uma longa ausência... semanas conturbadas, provas, preguiça, muito trabalho (no trabalho e na facul) e para terminar bem a semana um acidente com um espelho que gerou muito pontos e me impediu de escrever por um tempo... mas vamos lá.
Faz tempo que queria trazer um álbum dessa banda para cá (o atraso se deu pelo fato de eu só conhecer esse álbum e mais algumas musicas perdidas). Jefferson Airplane é conhecida mundialmente pelo seu pioneirismo no rock psicodélico, principalmente em solo americano. Eles apareceram em São Francisco em 1965 (local de grande disseminação de drogas e culturas estranhas) e nesse ano em especifico marcou o estouro da cultura folk na cidade. E o folk foi uma das primeiras experiências da banda que contava entre seus integrantes o musico folg Paul Kantner, o guitarrista de blues Jorma Kaukonen, a vocalista de Jazz e folk Signe Toly Anterson, o baterista Jerry Peloquin e o baixista Bob Harvey. No mesmo ano temos o lançamento do primeiro álbum (beeeem folk) e a saida de Peloquin por não aprovar o uso de drogas pelos membros da banda. Assim a banda começou a desenvolver um som mais elétrico e psicodélico; outras mudanças ocorreram como a entrada da cantora Grace Slick, autora do grande clássico da banda, White Rabbit.
Todas essas mudanças culminaram no grande álbum Surrealistic Pillow, que era tão psicodélico e inovador (para a época e região) que o produtor Jerry Garcia falou que ele era tão surrealista quanto um travesseiro, daí o nome. Nos créditos do disco Garcia ganhou o titulo de conselheiro espiritual e musical da banda (ele também toca guitarra em algumas musicas).
O album foi lançado no mesmo ano e época do Sgt. Peppers dos Beatles (umas das bandas inspiradoras do Jefferson), The Piper at the Gates of Dawn (Pink Floyd) e The Velvet Underground and Nico, todos grandes nomes do psicodelismo mundial. O disco ganhou o premio de disco de ouro e ocupou os topos das paradas americanas.
Os grandes sucessos do álbum foram as musicas White Rabbit (inspirada em Bolero de Ravel, Alice no País das Maravilhas e LSD, muito LSD) e Somebody to Love. O disco original de 67 possui 11 musicas mas temos várias faixas extras no relançamento de 2003. No lançamento em 67, as versões em cassete e Stereo 8 possui a ordem das faixas diferentes.
Para quem curto o movimento psicodélico dos anos 60 e 70, ou quer escutar algo diferente e de muito boa qualidade vale muito a pena o download.
Tentarei não demorar muito para meu próximo post na qual trarei Bob Dylan e Boston.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

The Clash - London Calling




Esse dias caiu na minha mão esse disco do The Clash da qual sempre gostei mas que fazia muito tempo que não escutava. Confesso que não me canso de ouvi-lo.
The Clash é uma banda punk britânica e que possui muitos sucessos, inclusive alguns comerciais como Should I Stay Should I Go, mas esse disco, na minha opinião é disparado o melhor deles. Bom, em primeiro lugar, com exceção de algumas musicas, como a primeira (e dona do nome do disco) e que por sinal é muito boa, temos pouco punk aqui, pelo menos no estilo de tocar. Musicas muito bem trabalhadas e com um ótimo instrumental que passeia por muitos estilos, indo desde o rock clássico, reggae e principalmente ska, na realidade, em muitas musicas temos a impressão de estar escutando paralamas da década de 80...
Vale muita a pena o download, mesmo para quem, assim como eu, não é fã de punk... Ah, esqueci de citar a capa do disco que por si só já é um marco; nela temos o baixista da banda quebrando o instrumento durante um show em Nova Iorque (talvez a capa seja o elemento mais punk do disco...)

domingo, 5 de setembro de 2010

The Beatles- Rooftop Concert



Este é talvez um dos "shows" mais famosos desta banda britânica que mudou e ensurdeceu o mundo.
Esta foi a última perfomace da banda junta e ela foi realizada em um telhado de um prédio de Londres chamado Apple Corps. A ideia era fechar com chave de ouro o belo ciclo que a banda teve; tanto é que foram discutidos diversos lugares para este último show; como: o Coliseu, um deserto da Tunísia e um barco em auto-mar. O show foi realizado em 30 de janeiro de 1969.
O show possui diversos takes de algumas músicas e há uma grande preocupação com a qualidade e o andamento do som por parte de todo mundo, mas depois que o som é testado o show passa a fluir naturalmente.
Este é o registro de um fim de uma banda que muito fez pelo Rock. Além disso, o filme "Across the Universe"- que já foi citado e posto aqui no blog possui uma cena que infere este show.
Eis ai uma palhinha do que este musical tem de bom...


Após um longo período sem postagens; peço desculpas e vou tentar postar com maior frequência de agora em diante.

Download pelo Rapidshare
Download pelo Megauplod

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Daft Punk - Human After All

HOLY CRAP EU TO POSTANDO
pois é. DEAL WITH IT

Esse é o terceiro álbum de estúdio da dupla Daft Punk (após Homework e Discovery), saiu em 2005 e é o favorito deles. De acordo com Thomas Bangalter, o álbum foi gravado inicialmente com 2 guitarras e uma bateria, e em 2 semanas foi produzido e mixado em 4 - apenas 6 semanas, muito pouco em comparação com os outros álbuns. O motivo é, de acordo com eles, o fato de que esse álbum é exatamente o oposto de Discovery (já postado no blog, que foi trilha sonora de um filme em animê, Interstella 5555 - que dá para achar completo no youtube): o álbum é puro improviso. Eles basicamente chegaram no estúdio, gravaram tudo e em 2 meses estava tudo pronto.
O álbum em si é muito bom - como dá para ouvir logo na segunda música, Robot Rock, além do techno house padrão do Daft Punk temos uma pitada boa de Rock. Temos várias músicas ótimas, com destaque aos singles Prime Time of Your Life, Robot Rock, Television Rules the Nation, Technologic e a música-titulo do disco - todas presentes no tour Alive 2007, que pretendo postar futuramente junto com o primeiro álbum, Homework.
Quem curte Techno (ou não, eu só curto pouquissimas coisas, como Skazi, Infected Mushroom, Deadmau5, Danger e Prodigy) e Rock tem que conferir esse álbum, que só não é melhor que o Alive 2007, um dos melhores álbuns ao vivo na minha opnião.
Ficou meio curto o post mas beleza lulz. Recomendo fortemente ouvir o Discovery e Human After All e depois ouvir o Alive 2007 (assim que puder eu posto). Só aviso que as músicas FICAM NA CABEÇA POR SEMANAS

Bom, é isso e espero que gostem!
Download do Álbum (Rapidshare)
Download do Álbum (Megaupload)

sábado, 21 de agosto de 2010

Lynyrd Skynyrd (Pronounced' lêh-nérd 'skin-'nérd)




Devido ao um pedido estou reupando todos os albuns do Lynyrd que estão com links danificados e resolvi recolocar esse post porque foi um dos meus primeiros e o blog nem tinha muitas vizitas na época. (Me desculpem pelo texto a seguir mas como falei antes esse foi um dos primeiros e pelo visto bem preguiçoso).
Este é uma daquelas bandas que possui uma musica que todo mundo conhece mas ninguém sabe de quem é: "Sweet Home Alabama".
Infelizmente esse desconhecimento vem do desastre que acometeu a banda em 77 e resultou em sua separação (temporária).
O Lynyrd foi criado em 72 por um grupo de amigos no interior dos EUA. Tocando o chamado Southern Rock, a banda alcançou sucesso comercial em diversas musicas, trazendo uma sonoridade diferente, com um instrumental de altíssima qualidade onde são três guitarras tocando juntas, musicas com direito a piano e coral. Enfim, eles trouxeram muitas caracterisiticas que foram anexadas ao rock.
Este é o primeiro album da banda e trás dois grandes sucessos da banda: Gimme Three Steps e a fabulosa "Free Bird", dona de um dos solos de guitarras mais épicos de todos os tempos. Também gosto muita da primeira musica do album, "I ain't the one".
Após lançarem cinco albuns de estudio e um ao vivo, em outubro de 77 o avião que viajava a banda caiu e o vocalista, Ronnie Van Zant, o guitarrista, Steve Gaines, e outras 24 pessoas entre musicos, roadies e a tripulação, morreram. Com o desastre a banda se separou e os musicos sobreviventes seguiram carreira solo. Somente em 1991 os integrantes se reuniram e com o irmão de Ronnie no vocal, o Lynyrd voltou a gravar e realizar shows. Eles já lançaram diversos trabalhos porém nenhum fez tanto sucesso como as musicas da primeira formação.
Existe uma lenda que eles vão tocar no Brasil, mas como a maioria das "lendas" da internet, só acredito vendo.

Download do Album

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Rita Lee - Bossa 'n' Roll ao vivo


Em primeiro lugar, o blog não morreu! Ultimamente as atualizações estão bem esporádicas mas realmente estou sem muito tempo por causa da facul e o Gustavo está ainda pior com alguns projetos da Unb que pegou (ou algo assim...) mas aos trancos e barrancos vamos continuar colocando aqui novos posts.
Esse álbum eu achei, assim como vários que já postei, por acidente no meio do pc. Confesso que tenho muita musica no PC (quase 400 gigas, parte por meu bico de DJ como também pela paixão pela musica) e tem muita coisa que só escutei uma vez a centenas de anos atrás e outras que nem cheguei a escutar. Assim quando tocou uma musica desse álbum gostei e resolvi escutar o restante.
Esse é um dos muitos discos ao vivo que Rita Lee gravou em sua extensa carreira. Foi lançado em 1991 e conta com diversos de seus sucessos e alguns covers internacionais como Beatles, Rolling Stones e Sting. Foi neste álbum que Rita Lee do estilo Voz e Violão que iria alguns anos depois culminaria no disco Acústico Mtv, um dos seus maiores sucessos.
É um bom álbum, com vários de seus grandes clássicos e versões ligeiramente diferentes de outras gravações. Isso junto com os covers internacionais fazer desse disco uma boa pedida para de escutar.


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Alice Cooper - School's Out


Alice Cooper é um cantor norte americano mais conhecido por suas apresentações, que é praticamente um teatro com muitos efeitos de terror e humor, do que pelas suas musicas, entretanto não é por isso que elas devem ser menosprezadas. O álbum que estou postando faz parte da época de ouro de Alice Cooper, lançado em em 1972, assim como seu trabalho anterior, este disco também alcançou disco de platina.
A primeira musica, que dá o nome ao disco, fazia parte da setlist dos shows de Alice Cooper e é o carro chefe do disco, hard rock de primeira qualidade. Confesso que não conheço muito o trabalho deles (a sua banda também recebe o nome do artista) e me surpreendi quando escutei o álbum. Ele começa bem agitado, com um hard rock bem estilo anos 70 mas depois muda totalmente o estilo, parece outra banda. A surpresa é agradável, com um som mais leve e mais "calmo" com o instrumental mais detalhado com pitadas de progressivo (outra característica marcante dos anos 70).
Eu gostei muito do disco e para quem não conhece a banda é uma boa pedida.